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Salvador
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Assunto: Ultra Psycho Ter 08 Jul 2008, 11:12 |
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Entrevistador: Salvador Entrevistado: Ultr@ Psycho Data: 25 de Fevereiro de 2007
Nome: João Ruivo Idade: 27 anos Localidade: Alverca Federação: Associação Portuguesa de Wrestling (APW) Estreia: 15 de Junho de 2006
Entrevista Salvador: Boas, tudo bem?
Ultr@ Psycho: Boas, tudo e contigo?
Salvador: Também! Podemos passar à entrevista? Estou em pulgas por entrevistar um Wrestler! xD
Ultr@ Psycho: Claro, manda as perguntas que eu vou respondendo!
Salvador: Como é ser Wrestler?
Ultr@ Psycho: Ser wrestler revela uma coisa apenas: que não estamos bons da cabeça! Andarmo-nos a cansar em ginásios e em ringues, a treinar para sermos cada vez melhores, a cair da forma que caímos no ringue e a levarmos tareias sem fim mostra o quão idiotas somos. O melhor de tudo é que vale cada segundo quando se gosta! Nem importa saber porque se gosta, só sei que adoro ser wrestler e espero sê-lo enquanto a minha vida e integridade física o permitir. Viajar entre as localidades onde vamos ter shows, ficar nos hotéis a conviver com os colegas, treinar e, especialmente, sair pela cortina em direcção ao ringue e sentir os olhos postos em nós e todo aquele nervosismo e aquela adrenalina que teimam em estar presentes quer estejamos em frente a 80 ou 4000 pessoas, aquela energia que o público que está ali para nos ver deposita em nós desde o momento em que entramos até ao momento em que abandonamos o ringue e a capacidade que temos de mexer com as emoções das pessoas que connosco vibram enquanto lutamos. É a melhor sensação que posso experimentar. Muito melhor que o típico "9-to-6 job" sempre no mesmo local e sempre com a mesma monotonia, as mesmas caras e as mesmas tarefas. Eu jamais quero voltar a ter um trabalho desses e não tenho problemas em admitir. Para mim é uma autêntica prisão! Quero a "vida na estrada"! O "showbiz"! As luzes! As músicas! Os gritos! Para além disto tudo, também comecei recentemente a treinar jovens para serem futuros wrestlers. É algo que também adoro. Ensinar e passar os conhecimentos que tenho e também aprender com eles de forma mútua.
Salvador: Quando foi a primeira vez que viste Wrestling?
Ultr@ Psycho: A primeira vez que vi wrestling foi no Verão de 1991 de férias no Algarve. Cá está, como sempre, o Algarve bem presente na minha vida no que toca a wrestling. Foi no Algarve que vi wrestling pela primeira vez, que vi um pay-per-view em directo em directo pela primeira vez (WWF SummreSlam '97), que pisei um ringue profissional e que me estreei como lutador. Acho que só falhou mesmo o ver um evento ao vivo, já que isso foi em Cascais em Outubro de 1993. Mas retomando o assunto, estava eu então na inocência dos meus 10 ou 11 anos de férias e estávamos na varanda a aproveitar o calorzinho de fim de tarde para jantarmos e a ver a televisão devidamente desviada para o efeito. Acontece que, ao contrário da minha casa, ali tínhamos antena parabólica com canais que transmitiam wrestling, como Eurosport (que na altura dava WWF) e SKy One (que ainda não era codificada). Foi então num destes canais (penso que Eurosport) que começo a ver uma dupla de gajos de cara pintada e fato cheio de picos a entrar no ringue e a dar cabo de dois desgraçados. Como na altura não os conhecia, não posso dizer com a certeza absoluta quem eram, se bem que presumo que só possam ter sido ou os Legion of Doom ou os Demolition (e inclino-me para estes). O meu pai começou logo a dizer mal daquilo, mas eu estava completamente fascinado e não fazia a mínima ideia do que aquilo era. Passava-se no ringue, mas não era boxe, não tinham luvas e andavam a pegar-se uns aos outros e a arremessarem-se e a fazer golpes que no boxe não se viam. E depois, tinham aqueles fatos "esquisitos", que jamais vi no boxe. Entretanto, a "pancada" passou-me, visto ter voltado de férias para a minha casa e quase ter esquecido aquilo. Um ano depois, o vício voltava, quando a RTP começou a transmitir sessões do WWF Wrestling Challenge no Canal 1. A partir daí sim, jamais deixei de ver wrestling, até aos dias de amanhã.
Salvador: Qual a tua promotora de Wrestling preferida?
Ultr@ Psycho: Se a pergunta for "de sempre", não tenho qualquer dúvida em afirmar que é a World Wrestling Entertainment. E antes que venham os "smarks" dizer que eu tenho mau gosto, devo dizer que não me podia ralar menos e que tenho a firme convicção do que estou a dizer. Afinal foi com a WWE, ainda WWF durante os 10 primeiros anos em que segui wrestling, que cresci, foi a primeira que vi, foi a única que até então tinha visto durante os primeiros anos como fã. Foi na WWE que aconteceram grande parte dos meus combates favoritos de sempre, melhores storylines e feuds de sempre e, por mais federações recentes que comecem a mostrar qualidade, a WWE tem um historial inigualável. É por isso que, por mais aspectos de mau gosto que, infelizmente, cada vez vou vendo mais na WWE, continua a ser a minha federação favorita. Já para não falar em termos de produção. Nada bate aqueles senhores. Produção de eventos, de programas televisivos e em pay-per-view, conteúdos online, marketing, nesse campo então nenhuma outra organização lhe chega sequer aos calcanhares. Quem tem dinheiro e criatividade é que sabe...
Salvador: Contra quem é que tu sonhas ou sonhavas um dia lutar? (Undertaker, Triple H, Kurt Angle...)
Ultr@ Psycho: Num combate "possível", adoraria lutar contra o Bryan Danielson. É um lutador que admiro bastante, está na minha faixa etária, e tem um estilo e arsenal de golpes que me fascina bastante. Se eu estivesse ao nível dele, coisa que obviamente está longe de acontecer por agora, penso que teríamos um combate bastante interessante e apelativo para o público, cheio de drama e emoção. Em termos de combate "impossível", ou seja, que jamais poderá acontecer, mas que seria sem dúvida interessante e um grande sonho, seria obviamente lutar contra o Bret "Hitman" Hart! As razões são semelhantes às apontadas acima, excepto a parte da faixa etária... Não sei se posso referir mais que um em cada "categoria", mas adorava igualmente lutar com o Ricky "The Dragon" Steamboat!
Salvador: Se uma grande promotora de Wrestling (WWE, TNA...) te fizesse um convite, tu aceitavas? Porquê?
Ultr@ Psycho: Não sei, tinha de ver muito bem as condições, pois dependendo destas é que aceitaria ou não. Claro que qualquer jovem com o sonho de ser wrestler profissional sonha igualmente em fazer carreira numa das grandes federações mundiais, mas é algo que precisaria de ser muito mas muito bem ponderado. Claro que dinheiro e fama não faltariam, mas a que custo? Estar numa federação grande significaria constantes viagens pelo mundo fora e o estar longe da família e certos amigos por períodos prolongados. Por mais que seja fascinante o viajar, a coisa complica-se quando são distâncias e períodos muito longos e as saudades apertam. E depois nada garante que numa federação grande seríamos alguém. Eu sinceramente, sou modesto neste campo nos meus objectivos e preferia mesmo fazer carreira em Portugal, desde que numa federação decente. Preferia ser uma estrela num país pequeno como o nosso do que "mais um" no plantel de uma federação famosa de um país grande. Até porque se isto vingar em Portugal, sinto-me mais realizado, ao saber que fui um dos pioneiros a contribuir para que isso acontecesse.
Salvador: Qual foi o maior combate que já fizeste?
Ultr@ Psycho: O maior foi contra o Iceborg, pois durou uns 20 minutos *risos*. Não, agora a sério, não existe um combate em particular que tenha sido "o maior", pois, curiosamente, na minha ainda curta carreira de seis combates até ao momento, todos foram memoráveis em um pormenor ou outro, pelo que os considero a todos especiais, para o melhor e para o pior. Vejamos o que considero essencial destacar em cada um:
vs Pedro Pavão (APW Suplex de Verão 15/06/2006 na Praia da Rocha): foi o meu combate de estreia e é especial obviamente por isso. Foi a realização de um sonho a começar naquele momento. E foi um bom combate, se bem que poderia ter sido muito melhor (e facilmente o melhor combate da noite) se eu não me tivesse atrapalhado lá para o meio, no meio de tanto nervosismo e, claro está, inexperiência. Se calhar até mesmo assim foi o melhor combate da noite, mas isso cada um decide vendo o show inteiro...
vs Iceborg (APW Suplex de Verão 17/06/2006 na Praia da Rocha): este foi o meu combate mais longo e talvez aquele que me deu mais gozo fazer. Foram 20 minutos de pura adrenalina. Todos os intervenientes do combate cumpriram a sua parte na perfeição, Iceborg conseguiu meter o público contra si (coisa que só contra mim conseguiu, visto que nos outros combates falhou redondamente a sua missão, quer tenha sido culpa dele, dos adversários que não tiveram carisma suficiente para pôr o público contra ele ou então culpa de ambos), o seu manager Johny Casino (agora conhecido como Tony de Portugal) conseguiu sem dúvida colocar o público contra si e contra o seu protegido Iceborg, eu que consegui pôr o público a meu favor e durante todo o combate a torcer por mim (coisa que até então não tinha acontecido em nenhum combate nos Suplex de Verão, onde o público parecia que estava num enterro). O combate reuniu 20 minutos de todos os elementos que fazem um bom combate, houve drama, uma estória contada no ringue, briga cá fora, momentos de força, de técnica, tudo! Posso ter perdido, mas este é facilmente, por todos os motivos apontados e apesar de alguns momentos mais parados e com algumas falhas, um dos melhores combates da história da APW!...
& KarmageDan vs Iceborg & Arte-Gore (Suplex de Verão 29/07/2006 em Ourique): um combate especial e marcado pelo facto de ter acontecido numa concentração de motards onde fomos avisados que o público queria violência e que haveria problemas graves se a cerveja acabasse. Chegaram a dizer que eles não tinham problemas nenhuns em nos pregar um balázio se não estivessem satisfeitos com algum destes dois requisitos. Não sabíamos se estavam a brincar ou não, mas, pelo sim pelo não, houve uma tendência para haver mais violência neste combate, devido ao público nele envolvido, do que nos outros. Este combate foi o main-event e ficou carregado de acção. No fim, eles adoraram e não, ninguém levou um tiro!... *risos*
& KarmageDan (Psychotic Karma) vs Vyper Kid & D-Namite (Suplex de Verão 22/08/2006 em Portimão): ao contrário dos outros, este também foi sem dúvida um combate marcante, mas pela negativa! Foi um combate péssimo, descoordenado, cheio de acidentes, lesões, chegou a ser classificado de "pior tag team match da história do wrestling"! Foi um dia em que tudo correu mal. Foi neste combate que se ouviu um miúdo gritar a famosa expressão "trapalhice", que foi copiada por pessoas ligadas a outro conhecido site, que repetem a expressão até à exaustão, acabando por lhe tirar a graça que até tinha assim muito no início...
Gauntlet de 10 lutadores (Impacto Total 05/01/2007 em Lisboa): este combate, apesar das péssimas críticas que teve na net, é obviamente especial pelo facto de estar perante cerca de 4000 pessoas (quando o recorde anterior eram cerca de 1000 no combate anterior) e também por estar inserido num show com estrelas da TNA e de Inglaterra, o que obviamente fazia aumentar bastante a pressão e o nervosismo.
& Paulinho vs Prophet & Vype Kid (Impacto Total 06/01/2007 no Porto): combate perante cerca de 3200 pessoas e devo dizer que foi igualmente especial pelos mesmos motivos apresentados no combate anterior, apesar de eu ter preferido este público, que era muito mais "quente" e participativo, parecendo no fundo ser mais em número do que na noite anterior. E as estrelas da TNA acharam o mesmo. Foi um combate que também não teve grandes críticas na net, e aqui já reclamo, pois acho que foi um bom combate para os nossos "standards", agora não podiam era exigir o mesmo nível demonstrado pelas estrelas da TNA ou Inglaterra, não era?
& Mad Dog vs Tony de Portugal & Arte-Gore (Carnavalinho 17/02/2007 no Porto): apesar de não ter sido um combate "oficial" e sim uma mera aparição da nossa parte numa festa de Carnaval organizada pela Rádio Festival, não deixa de ser giro de mencionar. Basicamente o Tony apareceu para cantar, mas eu interrompi-o. Ele chama Arte-Gore para servir de guarda-costas, eu chamo o Mad Dog, mostrando que também não vim sozinho, e a confusão gerou-se em plena sala do Cine Batalha! O problema foi quando incitámos os miúdos a darem umas "caroladas" nos "maus da fita" quando os estávamos a prendê-los em side headlocks para eles participarem um bocado no espectáculo e se sentirem realizados e como parte integrante do mesmo, mas não esperávamos que eles decidissem fazer mais que isso. Foi o nosso problema: subestimarmos os miúdos e vermos o quão enganados estávamos quando começamos a ver os miúdos a saltarem das cadeiras de encontro ao Arte-Gore e especialmente ao Tony e a arrearem-lhes porrada forte e feio! OK, eram miúdos dos 3 aos 8 anos na sua maioria e aparentemente inofensivos, mas eram muitos e isso acabou por consistir num problema para o Arte-Gore e especialmente para o Tony, acreditem!
Última edição por Salvador dia Ter 08 Jul 2008, 11:12, editado 1 vezes |
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Assunto: Re: Ultra Psycho Ter 08 Jul 2008, 11:12 |
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Salvador: Achas que o Wrestling em Portugal está a evoluir bem?
Ultr@ Psycho: Não! E não, não precisam de ajustar o monitor, nem esfregar os olhos e ler de novo, eu disse mesmo um "Não!" redondo com as três letras e o "til" no "a". E parto do pressuposto que esta pergunta diz apenas respeito ao produto nacional e a sua prática e não à "febre" do wrestling entre os jovens portugueses (televisão, videojogos, etc). E passo a explicar a minha opinião. Não há dúvida que a "evoluir" em Portugal o wrestling está. Agora, "bem" é que já não acho. A única coisa que eu vejo evoluir a passos rápidos são as constantes "novelas de bastidores", muitas vezes aparentemente mais bizarras e criativas do que as "novelas" que se fazem em ringue e para o público, as constantes "guerras", trocas de palavras, provocações entre os diversos "grupos" (e sejamos sinceros, só existem de momento duas ligas oficiais em Portugal, a APW e a FPW, gostem ou não gostem, maiores ou mais pequenas, só estas se encontram em situação legal, tudo o resto é "paisagem" e "brincadeiras de quintal") e todos os "vícios" que o ser humano tem de mau e que insiste em arrastar para onde não deve, neste caso, a parte mais profissional ou simplesmente desportiva das duas vidas. Isto sem dúvida que, infelizmente, vejo a evoluir bem rapidamente. No entanto, é esta evolução rápida que destrói a outra, que era a única que realmente interessava, a evolução do wrestling como uma modalidade que se pratica cá em segurança, harmonia e trabalho de equipa. Já houve alguma evolução, especialmente "oferecida" pela APW, com a vinda dos lutadores internacionais e a realização dos shows "APW Impacto Total 2007". A tournée da APW do verão passado, "Suplex de Verão 2006" também teve sucesso relativo e alguma exposição não antes alcançada pela própria federação, quanto mais por qualquer outro grupo. Ainda o ano passado houve realização de alguns shows por parte de outros grupos, que na minha opinião serviram bem o propósito como intenção de se fazer algo cá. Cada vez mais gente procura locais para treinar wrestling e tentar a sua sorte neste mundo. Como vemos, existe alguma evolução, mas volto a relembrar, se não fosse os "vícios" descritos acima, ainda para mais com os egos demonstrados por certos indivíduos que preferem mandar em 5 pessoas à frente dum projecto mau, do que ser subordinado num grupo de 50 pessoas com um projecto sólido e organizado ali "em cima da mesa". "A união faz a força" e só quando toda a gente se lembrar disto é que eu diria que a evolução do wrestling em Portugal será boa e os "vícios" mencionados serão bem mais deixados de lado...
Salvador: Qual o teu Wrestler, Diva e Lenda preferidos?
Ultr@ Psycho: O meu wrestler preferido da actualidade é provavelmente o Bryan Danielson. Já falei dele mais acima portanto não me vou alongar nas razões. Quanto a diva, sinceramente não há uma em particular que venere. Acho que, na WWE, todas têm muito para aprender e ainda não vi um combate sólido que me faça dizer "Wow, temos qualidade!". No Japão a coisa muda de figura nas ligas femininas, mas como não sigo nenhuma e apenas vi combates e shows "aqui e ali", não é justo ter uma favorita. Wrestling independente feminino também não sigo muito, só vejo as mulheres nas ligas-satélite da WWE, DSW e, mais recentemente, OVW. Mas, já que tenho de dizer um nome, lembrei-me da Trish Stratus, pois, apesar de agora estar retirada do wrestling, nota-se que se esforçou bastante para ingressar neste mundo do wrestling, tinha muito boa condição física e atitude e não há registos, tanto quanto sei, de problemas de conduta nos bastidores nem qualquer confusão nesse aspecto. Quanto a lenda, diria de novo Bret "Hitman" Hart e Ricky "The Dragon" Steamboat empatados.
Salvador: Qual o tipo de combate que mais gostas? (TLC, Last Man Standing...)
Ultr@ Psycho: O meu tipo de combate favorito é aquele que for adequado a resolver a feud que esteja a decorrer, tão simples quanto isto. Todos os "gimmick matches" podem ser bons desde que adequados. O que não está com nada é fazer combates com regras especiais só porque naquele dia lhes apeteceu ou porque sabem que isso vai fazer subir as audiências naquele dia (mas só naquele dia, visto que na semana seguinte já ninguém se lembra daquilo) e com isso trazer lucro fácil. Um bom combate é sempre um bom combate seja quais as regras pelas quais é disputado e um mau combate também é sempre um mau combate seja qual for a "gimmick" nele envolvida.
Salvador: Como lutador da APW, quem achas o maior lutador de lá? Tu? xD
Ultr@ Psycho: O maior é sem dúvida o Arte-Gore, e não digo isto por ser o campeão, digo porque olhem para ele... é mesmo o maior! *risos* Ok, agora não considerado o tamanho corporal e falando a sério, eu acho que há muitos lutadores na APW que têm algo para oferecer, e, se isso for bem explorado, todos fazem falta para o progresso da APW, e por isso todos são fundamentais, cada um no seu papel, sendo que assim todos serão "os maiores" na sua respectiva função. Do que já vi até agora, e foi muito pouco ainda, tal como qualquer um de vocês que se calhar ainda viu menos que eu, claro que tenho os meus favoritos e que são aqueles que acho que mais se sobressaem no panorama e podem ser "as bandeiras" da companhia e ajudá-la a carregar para "o próximo nível". E já que falaram em mim, então comecemos já por mim. Sim, um deles sou eu próprio. E por muito "Triple H" que isto soe, não o é, estou a dar a minha opinião, não como lutador da APW, o que foi pedido na questão, mas como fã e a ver "de fora", pois acho que é a forma mais justa de avaliar os lutadores sem me deixar influenciar por amizades mais ou menos chegadas ali dentro. E eu sou um dos lutadores que mais sobressai efectivamente. Curiosamente a minha participação no Impacto Total até não foi particularmente relevante, vi-me como um "midcarder sólido" ali no meio. Mas não podemos esquecer que neste momento não estou envolvido no "panorama na caça pelo Título Nacional", logo nem convém ter a projecção do campeão e dos candidatos principais ao título. No entanto, não deixei à mesma de ter uma das melhores prestações "tecnicamente falando" no gauntlet em Lisboa. Apesar de tudo, já mostrei em eventos anteriores que posso facilmente e num futuro breve ser elevado a "top babyface" da companhia e ser dos lutadores mais aclamados. Tenho carisma, safo-me razoavelmente bem no microfone, tenho uma presença apelativa (só preciso de me tornar um pouco mais "corpulento", mas isso resolve-se com tempo e paciência no "ginásio mais próximo de si") e sou credível o suficiente em ringue, o que me permite recuperar das grandes sovas que um mau da fita me esteja a infligir, o que colocará as pessoas a meu favor e contra ele, para depois ainda tentar dar a volta por cima e vencer. Além disso, tenho uma "persona" apelativa e que, mesmo com as suas atitudes "infantis" de "adulto com o complexo de Peter Pan que se recusa crescer e que só vê wrestling à frente", consegue ser um verdadeiro exemplo de vida, ao ter conseguido realizar o seu sonho de maneira honesta, sem o recurso a "atalhos químicos" e de outros géneros e com muito trabalho, paixão e dedicação. Sim, pretendo voltar a ressuscitar o tempo em que no wrestling tínhamos o "grande herói", verdadeiro exemplo de vida e fonte de inspiração para os fãs. É isto que eu pretendo ser e por isso acho que, se a APW apostar em mim, consigo levá-la a um nível mais "tradicional" de wrestling como nos bons velhos tempos, mas sempre com atitude e espírito rebelde e jovem adaptada aos tempos modernos. Mas não, não pensem que só gosto de mim na APW. Falei do que considero poder ser o "top babyface", mas para por trás de um bom "top babyface" está sempre um bom "top heel" e ninguém representa melhor esse papel, sem qualquer tipo de dúvida, que o grande Tony de Portugal. Incrível no microfone, provocador, carismático até dizer chega (mas pela "negativa", ou seja, um carisma que leva qualquer pessoa a odiá-lo de forma natural e a querer vê-lo perder de tão irritante que consegue ser), bom suficiente no ringue (apesar de uma lesão o ter feito "abrandar" um pouco no estilo) e com um sentido de humor fora de série (mas mais uma vez na base do irritante, e que se revela quando ele quando está a roçar o ridículo sem se aperceber ou quando está em apuros, o que as pessoas querem ver no fundo). O Mad Dog também é um lutador que me tem impressionado pela positiva, não que ache que esteja ao nível dos referidos anteriormente, mas tem evoluído bastante e, ao contrário da opinião do próprio, gosto mais de vê-lo como "babyface" do que como "heel" (como era antes do Impacto Total). Acho que o seu visual é mais de "babyface rebelde" do que de heel, pois tem um físico que impõe respeito e sabemos que os fãs gostam de ver físicos do género. Como "menção honrosa", seja por um motivo ou outro, destaco ainda o Jimmy Best, que se revelou estar à altura do desafio estreando-se logo num evento de grande gabarito como foi o Impacto Total, o Prophet, que considero o meu "semelhante-oposto", ou seja, tecnicamente parecido comigo em ringue, mas com atitude de "heel" (o que faz dele o meu "adversário ideal" para já), para além de ter muitos conhecimentos e capacidade evolutiva. Apesar de não ser wrestler, pelo menos por enquanto, nunca se sabe o futuro, destaco também o trabalho do Draven, manager do rte-Gore, pelo simples facto de que eu tenho a sensação que pode fazer muito pelo seu protegido Arte-Gore e elevá-lo para outro nível e fazer dele um grande campeão, visto que demonstrou muita presença no Impacto Total. Isto não significa que os atletas que não mencionei não tenham capacidades e talento, mas estes são aqueles que, de uma forma ou de outra, mais me "captam" o olhar e me chamam a atenção a "ver de fora".
Salvador: Bem... a entrevista já vai longa... e as respostas também... Vamos terminar por aqui! Obrigado por tudo Ultr@ Psycho e boa sorte para o teu futuro como Wrestler!
Ultr@ Psycho: Obrigado, Boa sorte com o Site e Fika bem!
Salvador: Fika bem! _________________
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